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  • São Bernardo tem primeiro centro de excelência em sonares da América Latina
  • 31/01/2016 08:33


  • São Bernardo do Campo (SP) é a primeira cidade da América Latina a ter um centro de excelência em sonares para o desenvolvimento, fabricação e testes de soluções em acústicas submarinas. O projeto foi inaugurado na manhã de 29 de janeiro pela Omnisys, empresa produtora de equipamentos para o setor de defesa, subsidiária do grupo francês Thales e instalada no Bairro Planalto. O prefeito Luiz Marinho participou do evento, acompanhado dos secretários de Coordenação Governamental, Tarcisio Secoli, que também responde por Serviços Urbanos, e Hitoshi Hyodo, de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Também estavam presentes a secretária da Área de Defesa do governo federal Perpétua de Almeida e autoridades da Aeronáutica.

    A empresa investiu cerca de R$ 15 milhões nesta primeira etapa, que deverá ser concluída em abril deste ano. Após esta fase vai gerar cerca de 300 empregos diretos altamente qualificados: “É uma satisfação muito grande saber que temos uma empresa com essa capacidade, que representa não só o município, mas o nosso país. E ainda mais pelos empregos especializados que vai gerar", disse Marinho. O prefeito também destacou a importância do Centro de Excelência para as universidades, que poderão formar acadêmicos na área de acústica: “Com isso, vamos caminhando para transformar a nossa cidade em polo da área de defesa, com a participação do poder público, iniciativa privada e instituições”, acrescentou.

    O vice-presidente da empresa para a América Latina, Rubem Lazo, disse que a Omnisys tem plano de fabricar novos produtos e transferir tecnologia da francesa Thales para o Brasil porque acredita no desenvolvimento interno e nos programas de defesa do país que, considera estratégico. Com isso, o Brasil terá capacidade para desenvolver, fabricar e testar soluções em acústica submarina para aplicação em sonares: “Apesar de 2015 ter sido um ano difícil, temos muitas vitórias a comemorar com a consolidação de diversos projetos, inclusive esse. A nossa costa brasileira tem cerca de sete mil quilômetros de extensão, que deve ser protegida e vigiada. Apostamos que os nossos sonares vão ajudar este tesouro aquático, que hoje não tem como ser observado embaixo d’água”, disse.

    O objetivo nesta primeira etapa é montar infraestrutura industrial capaz de permitir a industrialização e a manutenção de sonares como, por exemplo, transdutores e antenas para esses equipamentos. De acordo com a empresa, o sonar funciona como um radar, mas utiliza sinais eletromagnéticos. O equipamento tem aplicações como instrumento de navegação, comunicação e detecção de objetos na água ou em superfície.